Disfunção miccional no climatério: fisioterapia tem ótimos resultados
Estamos vivendo mais, em parte pela melhora da qualidade de vida mas também dos avanços da medicina e da assistência médica. Em decorrência da maior expectativa de vida da população, cada vez mais mulheres atingem a menopausa. É comum mulheres, que s...
Estamos vivendo mais, em parte pela melhora da qualidade de vida mas também dos avanços da medicina e da assistência médica. Em decorrência da maior expectativa de vida da população, cada vez mais mulheres atingem a menopausa. É comum mulheres, que se encontram no climatério, apresentarem incontinência urinária, prevalecendo a de esforço.
“A incontinência urinária de esforço é quando o indivíduo tosse, espirra, dá gargalhadas ou levanta peso e perde urina involuntariamente. Nas mulheres, isso pode ocorrer devido a diminuição do hormônio estrogênio, que está intimamente ligado a manutenção do trofismo da vagina e do sistema esfincteriano uretral, assim como na adequada inervação deste”, explica a fisioterapeuta Nicole Durham, do staff de reabilitação do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
A boa notícia é que a fisioterapia traz excelentes resultados, devolvendo a qualidade de vida perdida. Segundo Nicole, a fisioterapia do assoalho pélvico vai atuar no fortalecimento da musculatura associada ou não a reposição hormonal. “Na sessão de fisioterapia são utilizados os recurso de biofeedback, eletroestimulação, instruções comportamentais e cinesioterapia específica para as situações de perda urinária”, pontua a fisioterapeuta.
Fibromialgia: é possível recuperar a qualidade de vida perdida
Dor muscular difusa e constante, associada a distúrbios psicológicos e alterações do sono. Essas são as principais características da Fibromialgia, uma doença crônico-degenerativa, de ordem reumática, que afeta o sistema músculoesquelético humano. Em...
Dor muscular difusa e constante, associada a distúrbios psicológicos e alterações do sono. Essas são as principais características da Fibromialgia, uma doença crônico-degenerativa, de ordem reumática, que afeta o sistema músculoesquelético humano. Em torno de 2% da população mundial tem fibromialgia, sendo que a doença acomete oito vezes mais mulheres que homens, principalmente numa faixa etária entre 20 e 60 anos.
Doença crônico-degenerativa de ordem reumática
– A fibromialgia é uma doença dolorosa, de longa evolução, não inflamatória, caracterizada por queixas de dor músculoesquelética difusa, com dor em vários músculos, tendões e articulações, incluindo a coluna vertebral). Além da dor, outros sintomas podem ocorrer: cansaço, fadiga inexplicável, tristeza, depressão, dificuldade de concentração, palpitação, sono não reparador, dor de cabeça do tipo tensional ou do tipo enxaqueca, disfunção na articulação temporo mandibular, períodos de diarreia ou prisão de ventre, bem como sintomas gástricos como dor abdominal e dificuldade de digestão – explica o reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Sérgio Rosenfeld. Segundo ele, a doença é de difícil diagnóstico pois é comumente confundida com doença psicológica ou com problemas de ordem reumática.
Segundo ele, o diagnóstico é apenas clínico. É preciso procurar um reumatologista que tem muita experiência no assunto.
– Esta doença não tem cura, mas a boa notícia é que o tratamento pode devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. O tratamento é medicamentoso e inclui fisioterapia, terapia ocupacional, prática regular de exercício físico e protocolos que envolvem, por exemplo, acupuntura e hidroterapia em piscinas especiais para essa prática, como as que o CREB tem. A prática de uma atividade física regular é muito importante porque proporciona melhora na condição cardiorrespiratória, na flexibilidade, na força e resistência muscular, aumento da massa corporal magra e redução do percentual de gordura e ainda produz endorfina e serotonina, neurotransmissores capazes de melhorar o nosso humor e o sono – finaliza o médico.
Ortopedista do CREB ensina como fugir da dor nas costas
Ortopedista do CREB ensina como fugir da dor nas costas
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% das pessoas de todo o planeta já sentiram, sentem ou sentirão dor nas costas. Ou seja, se depender das estatísticas, é mesmo muito difícil fugir deste problema. O sobrepeso, o fumo, a falta de prática de exercícios físicos regulares, uma alimentação não saudável e vícios de postura complicam ainda mais esse quadro, e não sentir dor nas costas torna-se algo muito difícil.
A boa notícia é que alguns cuidados no dia a dia poderão lhe ajudar muito a ter uma coluna saudável, sem dores e sem problemas. O ortopedista Marcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – dá pequenas dicas, que podem fazer toda a diferença. Quando realizamos atividades domésticas, por exemplo, o Dr. Marcio diz que é fundamental evitar trabalhar com o tronco totalmente inclinado se estiver em pé:
- Ao passar roupa, por exemplo, a tábua deve estar a uma altura suficiente para que a pessoa não se incline. Utilize um apoio para os pés alternando-os sempre que houver algum incômodo. Ao calçar sapatos, não incline o corpo até o chão. Sentado, você deve trazer o pé até o joelho e se calçar. Ao pegar algo pesado, abaixe flexionando os joelhos, sem curvar a coluna, e levante-se transferindo a carga par aos músculos da perna – ensina.
A hora do sono também merece atenção:
- O colchão deve ser semirrígido ou de espuma, de forma que distribua bem o peso do corpo. Se dormir de lado, utilize um travesseiro entre as pernas, que deve estar dobradas. Dormir de bruços não é bom para a coluna. Se você gosta de dormir de barriga pra cima, coloque um travesseiro debaixo dos joelhos – relata.
No trabalho, o Dr. Marcio diz que é preciso alongar membros inferiores a cada duas horas, por exemplo.
- Quem trabalha sentado deve estar atento para a posição dos braços, que devem ficar pendidos ao longo do corpo ou os antebraços apoiados na mesa de trabalho. Para quem trabalha no computador é fundamental que a tela ou monitor fique na altura do olhar para o horizonte, mantenha o queixo paralelo ao chão. Para ler, evite ao máximo ter que baixar a cabeça, se for preciso adquira um suporte de livros. Ao menor sinal de dor, um especialista deve ser consultado – explica o ortopedista do CREB.
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